Atletas do Taekwondo do Paraná em busca de uma vaga na Seleção Brasileira

Em alguns esportes coletivos, ouvimos muito isso: “é início de temporada e os atletas estão sob pressão pelo peso da estreia...” Até concordo que isso aconteça mesmo. Mas acredito que isso não seja nada perto da pressão vivida pelos atletas do Taekwondo de Cascavel e do Paraná. Já na primeira competição do ano, eles enfrentam um dos desafios mais importantes. Se trata de uma competição que vai definir os rumos desses atletas para todo o ano. Trata-se do Grand Slam de Taekwondo, competição que inicia nesta quinta-feira (07) e vai até domingo (10), no Rio de Janeiro. Este torneio é seletivo e servirá para formar a Seleção Brasileira de Taekwondo para a temporada de 2019. Os campeões se tornarão atletas titulares e terão a responsabilidade de representar o Brasil em competições internacionais ao longo do ano. Já os vice-campeões do Grand Slam, automaticamente, serão os reservas imediatos. Isso significa ainda que a competição no Rio de Janeiro vai reunir apenas os atletas de ponta da modalidade. Ao todo, cerca de 400 lutadores vão participar do evento.

Cinco deles são de Cascavel e fazem parte da equipe da Associação Oeste-Paranaense de Taekwondo (AOPTKD), do técnico Ricardo Zimmer. No Grand Slam, Cascavel terá a experiente Lara Maria Brasil, na categoria adulto, Paulo Henrique Rachael, também no adulto, Camile Schraeber, de 13 anos, que vai competir na categoria Cadete, Luane Nogueira Camargo e Fábio Júnior Santiago, ambos na categoria Juvenil. “São cinco atletas que vão compor essa equipe de Cascavel. Todos têm um grande um potencial, ou de pegar a Seleção Brasileira no Juvenil e no Adulto, ou de pegar uma Seleção Brasileira para o Pan-Americano de Taekwondo”, disse o treinador.

Zimmer falou do peso do Grand Slam para seus atletas. “Nos preparamos para esse evento, que é o mais importante desse ano. É a seletiva para o Pan-Americano aberto de Cadetes e para a Seleção Brasileira de Adulto e Juvenil. O começo do ano é sempre um pouquinho mais difícil, porque, de uma maneira ou de outra, os atletas estão voltando de um período de recuperação de campeonatos importantes do ano passado. Mas, todos eles já tinham esse foco de participar do Grand Slam, então não pararam com seus treinamentos”, explicou.

Numa competição desse porte, a experiência de um atleta dentro do grupo pode ser benéfico para os demais. É o caso de Lara Maria Brasil. Ela foi eleita a atleta destaque se sua categoria no ano passado e tem três participações no Grand Slam no currículo entre 2016 e 2018. Nas duas primeiras participações, ela atuou na categoria Juvenil e no ano passado já lutou no Adulto. “Tem que chegar lá e ir tranquilo. Você vai sentir a pressão, mas é preciso tentar deixa-la de lado. Essa pressão pode atrapalhar o teu rendimento e não consegue colocar tudo o que sabe em prática. O melhor é se manter calmo”, aconselhou a atleta.

Lara quer driblar essa pressão para conquistar resultados um pouco melhores que nas edições anteriores do Grand Slam. “Como é a minha quarta participação, eu estou com uma expectativa muito grande. Todos os outros anos faltou alguma coisa. No meio primeiro Grand Slam consegui ser reserva da Seleção Brasileira e nos outros anos eu não conseguir ir tão bem. Então eu espero que eu tenha corrigido todos os erros passados e consiga ser titular desta vez”, analisou a atleta.

 

Paraná

Ricardo Zimmer também é presidente da Federação Paranaense de Taekwondo (FPTKD) e conta que o Estado vai com uma delegação de peso para o Rio de Janeiro. Ao todo, terá 44 atletas na disputa. “O nosso objetivo é sempre pegar a Seleção. Mas eu creio que o Paraná, que é um celeiro de atletas no Taekwondo, vai brigar pela titularidade e também pelas posições reservas com São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, que são estados muito fortes também no Taekwondo”, disse ele.